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Corra.. corra .. antes que acabe tudo..

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Para Respirar Cultura, neste final de semana teremos uma programação intensa de Teatro...
Para os ferrados de grana a entrada da Mostra de teatro amador é Gratuita!
Muita coisa né ... nós do gritosesussurros, indicamos Amor por Anexins (sábado 19hs) e Valsa número 6 (sábado 14hs) .. o grupo é de Itajai e amigo do BLOG!
De quebra para quem gosta de música.. também tem CIRCO ACÚSTICO

Sábado 10/11/07 Espetáculos da categoria Juvenil/Adulto da 4a Mottab (Entrada Gratuita) Auditório Carlos Jardim da Fundação Cultural de Blumenau 10h Drama Musical Fantoches – Red Blue Grupo de Teatro - Blumenau (20 min)

11h Desgraças à beça – Grupo de Teatro LAY - Blumenau (30 min)
14h Valsa nº 6 – Grupo GEMA – Itajaí (40 min)
15h Monólogo de dois apaixonados – Kriska Grupo de teatro – Blumenau (40 min)
16h Espírito da morte – Grupo G-Tem – Brusque (40 min)
17h Profannus – Grupo Faces do teatro - Blumenau (40 min)
18h O operário em construção – Gerson – Pomerode (30 min)
19h Amor por Anexins – Grupo GEMA – Itajaí (40 min)

20h CIRCO ACÚSTICO, banda Divisão 4, no Pátio da Fundação Cultural de Blumenau. Ingressos R$ 3,00 e um livro ou brinquedo usado.
21h TEMPORADA BLUMENAUENSE DE TEATRO, espetáculo Superfície – Grupo Trama – Indaial. Ingressos: R$ 3,00 (filipeta), 5,00 (meia) e R$ 10,00 (inteira) Auditório Carlos Jardim da Fundação Cultural de Blumenau D

Domingo 11/11/07 Espetáculos da categoria Juvenil/Adulto da 4a Mottab (Entrada Gratuita) Sala de Teatro Edith Gaertner

14h Espelhos – Enigma Teatro & Cia – Ibirama (40 min)
15h A bicharada do Barril – Grupo de Teatro Arteiros – Blumenau (30 min)
16h Com certeza – Grupo Improviso – Gaspar (30 min)
17h Valsa nº 6 – Enigma Teatro & Cia – Ibirama (30 min)

18h20min DEBATE GERAL seguido pela premiação da categoria Juvenil/Adulto da 4a Mottab

19h Espetáculo AQUELAS DUAS, do Grupo Depósito de Teatro (RJ) Quarta etapa do Palco Giratório do SESC. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada) * Participantes da Mottab, apresentam o crachá e entram gratuitamente no Palco Giratório

11º FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO INFANTIL DE BLUMENAU

segunda-feira, 10 de setembro de 2007




O Festival é uma mostra não competitiva, aberta à participação de grupos teatrais de todo o Brasil, amadores ou profissionais, selecionados por uma comissão. Os grupos são compostos por adultos que interpretam teatro para o público infanto-juvenil.
Nesta edição serão 15 grupos de 7 Estados do Brasil, totalizando 45 apresentações.


Informações:
Telefone: 47 3326 6873
Atendimento: das 8 às 12h e 13h30min às 17h30min (segunda a sexta-feira)
Endereços eletrônicos: acaocultural@fcblu.com.br e festivais@fcblu.com.br


Fonte : www.fcblu.com.br

21º Festival Universitário de Blumenau

quarta-feira, 11 de julho de 2007

O espetáculo EM CADA SOLIDÃO da Companhia Cais de Teatro da USP, que realizou quatro apresentações no Festival Universitário de Blumenau nos dia 10/11, causou reações adversas no público que o assistiu. Alguns gostaram, outros não, alguns sentiram a solidão motora das angústias vivenciadas pelas personagens, característica desses tempos o qual a companhia define de HIPERMODERNO. “ A Hipermodernidade é um tempo paradoxal onde a contradição está inserida dentro do cerne da sociedade e dentro dos indivíduos. (DOSSIÊ EM CADA SOLIDÃO). Desta forma para retratar essa hipermodernidade, nas artes cênicas, é necessário que se tenha uma HIPERCENA “ (...) a Hipercena, como a modernidade não está concluída e nem poderia, pelo contrário, ela começa a esboçar suas intenções e orientação como o próprio Lipovetsky aponta mas, podemos deixar a pós-modernidade, podemos por fim a um movimento sem movimento apologético do fim para adentrar em um retorno, uma volta e uma busca por linguagem.” (DOSSIÊ EM CADA SOLIDÃO). Através dessa abordagem a companhia tentou trazer no espetáculo Em Cada Solidão, uma história que fosse contada de forma não linear, mais que trouxesse r a tona as sensações e angústias de quem sente a solidão dessa Hipermodernidade. No qual cada espectador tem uma interpretação a partir de sua trajetória de vida, das sensações vividas, dos sabores experimentados, das angústias sentidas.Nossa análise do espetáculo? Não conseguíramos condensar em simples palavras, mais ainda sentimos em nosso corpo, as sensações desencadeadas em cada solidão vivenciada pelos personagens, que não diferem da solidão que sentimos.

Queremos Mais ....

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Talvez existam coisas que me irritem bem mais que algumas das deficiências da cidade.
E... Saibam... São muitas as carências nossas e da nossa gente.

A maneira como vêem a arte, a produção artística, os artistas da cidade.
Talvez a maneira como as pessoas exijam isso me incomode muito mais.
Como se toda arte por aqui, precise ser tão limpa e asséptica, quanto um cadáver em formol.
Lamentavelmente a arte assim pensada é tão morta quanto.
Quanto tempo esse povo vai demorar pra entender que as cores, formas, as músicas, cenas, roteiros, as letras, os versos.
Tudo...
Movimenta-se...
Em constante mudança, em constante avivamento. Um gigantesco e vivo palco giratório! Num cubo de vários lados diferentes.

Não sei do que estou falando direito e não me importo muito. Sou apenas uma espectadora, não tenho olhos críticos treinados, exaustivamente treinados, fugi do exército, sou contra treinamentos... Já me bastam as salas de aula

Só sei, que sai da frente da minha tv e como não tenho ninguém pra fazer ninhos de páscoa e esconder ovinhos pelos cantos da casa, resolvi ir ao teatro.

A peça, Boa! Com interpretação bem trabalhada, leve, com finais felizes, bastante humor, falando de relacionamentos comuns, cotidianos, não faz muito meu estilo, gosto de socos no estomago, gosto do caos, mas foi bom estar ali em companhia de amigos que também amam teatro, sentir o balançar peculiar das cortinas, o cheiro característico da madeira das salas...
O som... As luzes, os escuros... Tudo tão presente, tudo tão em cena.
Maravilhosamente melhor do que a bestial tv dos feriados...

Fiquei além das coxias, pra conversas, com o povo do teatro, conversa pra troca de idéias, falando do texto, roteiro, história da companhia, como a peça foi pensada montada, destrinchada... Apresentada e recebida em outras casas.

Me senti na cozinha deles ...

Tudo ia bem, até um belo imbecil (eis o que me tirou do sério) com cara de defunto em formol, bestializado pelos vômitos dos livros que lê tanto quanto a tv dos que ele diz pobres e ignorantes, porque será que senti o fedor do que há de podre na nossa cidade nos comentários dele?

Se nosso teatro é elitizado e eu questiono, por Carlos Jardim, se revirando no tumulo.
É por que gente como ele tem acesso á mais espaços e discussões que alguém como eu. Por que gente como ele pode falar, além dos editais mornos do jornal, além das primárias salas de aula, gente como ele pode formar opinião.
E ... eles ... não fazem nada além de criticas banais, infundadas em surtos nostálgicos, sobre o que Blumenau já teve e sobre como Blumenau já foi!

Meus amigos abram os olhos, o passado é agora.

Eu quero mais que Lindolf Bell na minha cartilha de escola, Blumenau tem outros nomes, meu vão professor... Eu também quero escuta-los.
E se o senhor saísse mais vezes de sua confortável escrivaninha falaria deles com a mesma honra que merece nosso poeta dos girassóis que fala tão bem dos açus da nossa cidade.



Outra coisa que me fez urgir baquetas pelo ar...

Disseram que não há divulgação... Eu informo...
Os cartazes da Fundação cultural estão nos terminais urbanos, na fundação e no teatro Carlos Gomes.
Estão na internet, nas várias listas de e-mail de quem ama a arte por essa cidade...

Dizer que não há divulgação é fechar os olhos pra ela, por que ela está aí, nos roteiros que recebo todo dia.
Nesse nosso imenso palco giratório!



E eu Maria João ... mesmo tonta ... ainda decido ...