Mostrando postagens com marcador GRITANDOOO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GRITANDOOO. Mostrar todas as postagens

Quem é ?!

domingo, 2 de março de 2008


Hilda Hilst por Hilda Hilst, que é?


Sou um pequeno vitral e anis decompondo-se sobre a mesa onde a música fez cocô. Meu ovo cabe na galinha. Meus pés tortos cabem no céu. Bule de prata. Bata branca. Sou um corpo rajado, um sopro alto, que é brisa, e entorto a língua, a linguagem , disseco tripas, galopo meu quarto de um canto a outro e misturo histórias que contei antigamente. Sou Grande Caracol Baboso, lábio frouxo encantado. Já perdi dez milhões de sedas e estou aqui sovada, ampliada para a morte, coração minúsculo. Costumo de madrugada ,mas não conte a ninguém, dar lambidonas num corpo de Anjo que vermes descarnam. Acho esquisito chamar-me Hilda Hilst.


E Maria João ... acha estranho ter um nome para alguém a chamar de alguma cois.
É estranho ser gente, É esquisito ter que se dizer quem é ...

Para os homens de êxito ...

domingo, 4 de novembro de 2007


Janela sobre um homem de êxito
* Eduardo Galeano

não pode olhar a lua sem calcular a distância.
não pode olhar uma árvore sem calcular a lenha
não pode olhar um quadro sem calcular o prego.
não pode olhar um cardápio sem calcular as calorias
não pode olhar um homem sem calcular a vantagem
não pode olhar uma mulher sem calcular o risco.


***************************************************

" Nercinda Rocha Liga preocupada.
- Oi ! ... vou me atrasar, se tiver muita gente você pode comprar o ingresso para mim ...
No outro lado a voz amiga responde:
- Ai sua tola, que preocupação besta, veio só a gente e os outros que sempre vem...

Às vezes desamina dar murro em ponta de faca o tempo todo nessa cidade, ás vezes da vontade de dizer, vão morram com a fluoxetina enterrada no peito, vão, vão ser homens e mulheres zumbis, gente mais morta que viva ... ás vezes da vontade de deixar tudo e esperar a dita civilização de êxito morrer afogada no cotovelo do rio "

“Ainda não se pode viver Arte de verdade, ainda não se pode ser gente além da curva e do cotovelo do rio.

- Artistas só aqui! Deixem o resto da cidade morrer em paz.

Ganhamos um espaço, pequeno e isolado, dividido com as placas: - Cuidado capivaras !”


Nercinda Rocha ... ainda derruba as placas ...

Pompas, Enfeites e Nojo !

segunda-feira, 10 de setembro de 2007


Imagine, um daqueles leitões que normalmente são servidos em abomináveis e insuportáveis banquetes... Enfeitados, empombados, brilhantes ... tachos servidos em toalhas brancas, prontas para receber as rançosas manchas de gordura.

Entendeu ... do que estou falando ?

Do leitão gordo, ocupando toda a mesa ... cheio de enfeites
Morto, assado com uma maçã na boca ...

Há pessoas que deveriam ser tratadas assim, já que suas bocas só serve para ostentar um enfeite de porco assado, bocas que só servem pra beber lavagem !


******** **** ************

- Alguém viu alface ?

******** **** ************

Esperando Godot

terça-feira, 31 de julho de 2007

Esperando Godot (conhecida peça de Samuel Becket) teve estréia em 1953, em Paris. No Brasil, Cacilda Becker e Walmor Chagas protagonizaram a primeira montagem profissional, no final da década de 1960. A peça desdobra-se emdois atos. O cenário é uma encruzilhada campesina, um lugar indefinido.Vladimir e Estragon lá se encontram para esperar um tal de Godot. Os dois amigos são figuras tristes e deslocadas. Enfrentam a falta de sentido da existência com diálogos triviais e atividades inócuas. Godot parece ser a única esperança de sua existência. Não se sabe quem é ele ou por que a dupla o espera. Ao final do primeiro ato, um garoto entra em cena para avisar que Godot não viria naquele dia, talvez no dia seguinte. O segundo ato reproduz o primeiro, com pequenas variações. Ao final, outro garoto entra em cena para avisar que Godot não viria naquele dia, talvez no dia seguinte. Vladimir e Estragon pensam em se enforcar, mas desistem da idéia. No derradeiro diálogo, Vladimir pergunta ao amigo: "Então, devemos partir?", ao que Estragon responde, "sim, vamos". Mas eles não se mexem.

(texto extraído da Revista Carta Capital, edição de maio de 2007, autor:Thomaz Wood Jr.)

E... Noemi questiona ...

Depois de tanto tempo adormecida e embriagada... hibernando como um urso, acordei neste frio inquietante, tão longe de Blumenau, com milhares de questionamentos brutais, que me corroem e eu preciso falar... mesmo sabendo que irei penar pelo preço das palavras que escrevo: O que realmente espero, o que realmente vocês moradores deste mundo virtual esperam? Diante do Capital globalizado, do conhecimento fragmentado, do culto a intelectualidade bestial e sucateada... completamente antiga e ao mesmo tempo, com traços da nojenta e pegajosa pós modernidade... diante da contradição destas milhares de vidas ingênuas que vagam deliberadamente pelas ruas, festas, esquinas, mercados, bares, sites, casas, não consigo perceber nada além de falsos valores, falsos princípios que tangem estas vidas, que nada fazem... vivem e morrem da mesma maneira... esperando. Homens e mulheres expostos em vitrines elegantes... em um grande frenesi de trabalho, silêncio, compromissos, sexo, falta de sexo, falta de amor, falta de comida (por opção ou por necessidade)...paixões, compras, idéias, serestas, corpos bem vestidos, para enganar a si mesmo... a cidade anda... e esperamos que a cidade nos dê respostas... Começo a ter um grande incomodo diante de tantas pessoas que se justificam, justificam tudo... explicando quando irão comprar o carro novo, trocar o celular, reformar a casa. Justificam porque estão sentindo prazer.. metem quando não sentem. Criaturas que vivem irremediavelmente esta vida de desfrute do que o trabalho pode dar... mas nem sequer leram uma obra de Neruda na vida, nem sequer sujaram as mãos e os pés na terra, não tomaram banho de chuva e não sentem o vinho tinto descer delicadamente por suas gargantas. E não estou falando da classe média não, estou falando de nós... pobres, trabalhadores que acreditamos, um dia, ascender para a tão sonhada classe média... com toda a sorte de supérfluos e coisas e tais, que o pouco dinheiro poderá comprar... e comprar até a espera de uma vida que nunca virá. Aceitando a exploração, a subjugação e a grande imoralidade do trabalho pago em horas parcas. Parece confuso, e é... nunca foi minha função ser clara, explicar... e sim confundir e ironizar... provocar raiva e ódio, esta raiva dilacerante que consome, esta raiva que tenho da grande máquina colorida, das frases feitas, dos sonhos possíveis, das possibilidades embaladas em papéis de presente! O mundo em labaredas, fora das ruas sem respostas da cidade provinciana. O gigantesco mundo do capital fabril, do capital financeiro, do capital intelectual, dilacerando países inteiros, consumindo mentes e sonhos. As necessidades banais roubando as vidas que passam nos programas baratos de televisão. Nas grandes cidades da América Pobre e Latina, a agonia globalizada e penosa da luta para viver, da luta para poder morrer, assistimos as danças de balas das armas do aparato militar, do narcotráfico, do mercado virtual... como se nossa velha cidade quieta e silenciosa fosse apenas espectadora, invisível e indiferente ao mundo vivo e latente, ensangüentado e rasgado. Relegada a sorte das grandes coisinhas que entorpecessem, que anulam a vontade de transgredir, de atravessar a rua e fugir. E desse amargor que trago em minha boca, fiz minhas escolhas, como vocês seres moradores deste mundo virtual... vivo a margem... moro a margem... e não preciso me justificar... apesar de saber que preciso esperar... seja um amor, uma carta, alguém... uma revolução... um pensador... um beija-flor. Ou quem sabe, esperar que a morte, vestida de vermelho venha... mas sei que vivo para as "não coisas" que existem do lado de fora, contra todos aqueles que optaram por uma vida de esperas e vendas... de truques baratos e chantagens caras. Quantos de nós somos Vladimir ou Stragon? Quantos de nós estamos na estrada esperando uma resposta de Godot?

Conservar a personalidade em tempos de barbárie é dádiva e não defeito!Ventos de novas vidas começam a brotar, aquecidos trazendo tempestades!
E a nossa cidade não passará impune, talvez
viveremos !"!!""
Noemi Maria ... ainda espera ...

O povo merece, trabalhar menos...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Por favor, Faça valer o nosso Direito”. Chega de assistir a tudo isso de braços cruzados. “O povo merece respeito”

Uma mulher Chama-se Tânia Moritz... Teve sua frase usada, exaustivamente usada, na mídia hoje. Ela reclamava um direito e fez Maria João pensar.

Maria João está há dois dias, em casa.
Não foi a aula.
E perdeu seu pobre dia de trabalho.
Não viu seus amigos e nem foi aos cursos de aprender a ser gente.

Mas Maria, Mas João, Mas Maria João... Vê...
Diverte-se e pensa...

Será que povo ainda tem noção da força que tem.

“O povo merece respeito”.


A cidade está um Caos.
C - A - O - S !!!!!!

Chega de assistir a tudo de braços cruzados”.

Nada anda, nada corre nada funciona, tudo parado...

Ela ri, quer subir no carro de som, também quer um megafone...

Procura a primeira página do jornal, o noticiário da tv, tem mais povo pensando, brigando, tomando espaço e gritando ...

Maria João perdeu o dia de trabalho, não vale muito mesmo, não paga nem o ônibus.
Ela hoje e ontem não viu os ônibus andarem
Todos, todos os Motoristas e Cobradores parados, chamando pelo “Façam valer o nosso Direito” Esse direito, essa força de ser gente e de saber que não se nasce pra ficar acorrentado ao trabalho.
Gostaria que a costureira que lhe ensina a dar pontos certos, também tivesse essa força e entendesse que povo, é ela, é o estudante sem dinheiro, ou sem sonho, que o povo é a tia da faxina, é o moto boy, e a merendeira do colégio, que povo é o artista que só tem a noite pra sua arte, que é o professor em sala nos três turnos. Dona Tânia Moritz, a auxiliar de serviços gerais, que trabalha muito e não podia chegar atrasada, também é. O cobrador é povo, e o motorista também é. Ele lamenta que o povo fique parado, sem ônibus e motorista, mas assim eles conseguiram mostrar, Todos... Todos eles, assim meio de repente, e fazendo um barulho bom de ouvir, num quase acampamento na frente dos terminais, que tem gente que ainda lembra que é povo. E povo ainda pode gritar e fazer parar.

Maria João percebeu, que Dona Tânia, falava a mesma coisa, que o motorista e o cobrador em greve.

... E os ônibus não andaram em Blumenau, e Blumenau, ficou congestionada, e se andou a pé, de bicicleta e de carona em Blumenau.

E todo um povo, alguns até sem saber, pararam... Porque tem gente que não agüenta mais trabalhar tanto e não ter tempo de viver.

Os motoristas e Cobradores das empresas de ônibus de Blumenau, ainda querem viver.

E Maria João, aplaude e joga baquetas no ar, parte pra aula amanhã em sua velha bicicleta aposentada num canto.
Maria João ainda sente o vento no rosto. E grita...
Nós “ povo” merecem respeito

Abolição do Trabalho

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Hoje temos muito que comemorar afinal depois da abolição da escravatura, nos tornamos trabalhadores. Com direito a carteira registrada, trabalhar 8 horas, décimo terceiro salário, e todos os benefícios que um Estado de Bem-Estar pode proporcionar aos cidadãos.
E tão gratificante acordar de manhã pegar a merda de um ônibus lotado, ir numa fabricada com monte de filho da puta pra te controlar, ter quinze minutos de café, e depois voltar para aqueles exercícios repetitivos.
Mas o cenário pode mudar, no lugar da fábrica, pode ser um banco, uma Universidade, tanto faz, que é tudo na mesma lógica: Negação da Vida.
É uma puta de uma fudição ser trabalhador. E os economistas ainda nos dividem entre os mais e os menos fudidos.
Os menos fudidos são os caras do alto escalão, os da carteira carimbada: Escravo Oficial. Os mais fudidos, são os chamados trabalhadores informais. Vivem a margem, sem benefício algum. Ficam ai, se fodendo, dia de chuva, sol, tão lá vendendo rapadura, cabide, foto de nossa senhora, e por ai vai.
E os que tão no trabalho formal, sabem que a qualquer hora seus parcos direitos, já estão indo pelo ralo...tem lei circulando lá pelo congresso......
Querem flexibilizar a legislação trabalhista....Ou seja, agente vai se foder mais do que já se fode...Vai trabalhar, mais do que trabalha...vai viver menos do que já vive...
Mais agente não pode se revoltar não!!!!! É agente tem que aceitar tudo de bico calado. E se quiser reinvidicar, tem que ter argumentação.
Embora se saiba de toda essa palhaça que são esses conceitos, essas leis, que se é explorado, que o Estado é uma palhaçada, que a propriedade privada é um roubo, e que o trabalho e fonte de degradação da vida humana. Que nos ferramos todos os dias para ostentar a riqueza de meia dúzia de filha da puta. Ainda temos que ter argumentos, como se a realidade não fosse nosso maior argumento.
Diante de toda essa palhaçada que é a comomeração do dia do trabalhador, proponho que no dia 1 de maio, nos ferrados e fudidos com o trabalho e pelo trabalho, abolirmos-o definitivamente. Sim, chega dessa palhaçada de não sermos senhores de nosso tempo, de nossa vida...Chega de sermos servos voluntários...dessa porra de sistema...Provocar o caos para legitimar a vida.......Legitimar a vida provocando o caos...Ou abolimos o trabalho ou trabalho nos abolira... Qual a sua escolha????????

Dante Dores ainda resiste......